"TERNURA E BONDADE NÃO SÃO SINAIS DE FRAQUEZA E DESESPERO, MAS SIM MANIFESTAÇÕES DE FORÇA E RESOLUÇÃO".

Quinta-feira, 17 de Maio de 2012

Jantar Solidário

 
Num tempo marcado por grandes dificuldades, foi com muita alegria que a Capelania ontem recebeu, no Centro Paroquial de S. José, um grupo de cerca de 70 pessoas.
Foram também várias as pessoas que, embora não podendo estar presentes no jantar, quiseram demonstrar a sua solidariedade e nos enviaram os seus donativos.
Agradecemos, em nosso nome e em nome dos estudantes que irão auferir destes gestos de solidariedade, a todos aqueles que de forma tão generosa contribuíram para iluminar a vida de alguém que mais precisa.

http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=554594&tm=6&layout=122&visual=61 

Sábado, 12 de Maio de 2012

O Nascimento

3ª Cena: O Nascimento de Jesus (Lc 2, 1-14)

Naqueles dias, saiu um decreto de César Augusto, para ser recenseada toda a terra. Este primeiro recenseamento efectuou-se quando Quirino era governador da Síria. Todos se foram recensear, cada um à sua cidade. José subiu também da Galileia, da cidade de Nazaré, à Judeia, à cidade de David, chamada Belém, por ser da casa e da descendência de David, a fim de se recensear com Maria, sua esposa, que estava para ser mãe. Enquanto ali se encontravam, chegou o dia de ela dar à luz e teve o seu Filho primogénito. Envolveu-O em panos e deitou-O numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria. Havia naquela região uns pastores que viviam nos campos e guardavam de noite os rebanhos. O Anjo do Senhor aproximou-se deles e a glória do Senhor cercou-os de luz; e eles tiveram grande medo. Disse-lhes o Anjo: «Não temais, porque vos anuncio uma grande alegria para todo o povo: nasceu-vos hoje, na cidade de David, um Salvador, que é Cristo Senhor. Isto vos servirá de sinal: encontrareis um Menino recém-nascido, envolto em panos e deitado numa manjedoura». Imediatamente juntou-se ao Anjo uma multidão do exército celeste, que louvava a Deus, dizendo: «Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por Ele amados».



Contemplemos esta imagem...
Está representado o nascimento de Jesus.
A noite, com a sua obscuridade, cobre o céu, mas uma luz dourada ilumina o acontecimento.
Na chegada de Deus, ao mundo, está presente uma estrela!  

Onde se encontram?
Numa gruta...
Jesus está só, mas rodeado pelos seus pais...

Qual a atitude de Maria? 
Maria, contempla este mistério ajoelhada em sinal de veneração e prostração.
Segura a mão do seu filho e balança-a. 
Amor de mãe! 
Neste acontecimento transparece a simplicidade e a ternura.

Que podemos pensar?
Deus nasce numa manjedoura...que loucura! Mas que paixão e amor por nós!
Deus perturba-nos novamente...faz-se menino, simples e humilde, está despojado de toda a grandeza e abre os braços ao mundo...a todos...a ti e a mim, para nos acolher!

Olhemos para o pai...
S. José tem um ar sereno e medita neste mistério de Deus.
Acolhe Aquele que vem das Alturas...aceita, sem culpa nem ressentimento, cumprindo a vontade de Deus!
Contempla e aceita...Que se cumpra a Tua vontade! Senhor, não entendo, mas aceito!

Fixemo-nos no ambiente...
A rocha representa a terra, o mundo ao qual Jesus veio na humildade do seu destino.  
A árvore que floresce representa o tronco de Jessé, nele se cumprem as promessas. "Um ramo sairá do tronco de Jessé, um rebento brotará de suas raízes" (Is 11,1)...o ramo, será a Mãe e o rebento, o Seu Filho!
A árvore sem vida refloresce...Deus renova as coisas e a Sua promessa cumpre-se: Com Jesus floresce a vida e muda-se o destino dos homens!


Para Reflectir:
"Ali se encontrava Maria e José, olhavam mas nada entendiam...era Aquele, um ser indefeso, de carne branca e macia, quem o Anjo anunciara e que o seu povo esperara durante séculos? 
Adoravam-no mas não entendiam...
Era aquele bebé o Enviado para salvar o mundo?
Deus era Todo-Poderoso...aquele menino, frágil e indefeso...
O Filho esperado era a Palavra...aquele bebé não sabia falar...
O Messias seria o caminho...o bebé não sabia andar...
Ia ser a Vida...esta criança morreria se a mãe não a amamentasse....
Era o Criador do Sol....mas este ser tão pequenino, para se aquecer, precisava do calor de uma vaca e de um burro...
Deus cobrira os campos com erva...mas este ser adormecido estava nú...
Não, não eram capazes de entender! Como podiam entender?!
Maria olhava-o e tornava a olhá-lo como se o segredo estivesse escondido debaixo da pele ou atrás dos olhos! Mas, debaixo da pele apenas havia uma carne mais débil do que a pele e atrás dos olhos só havia pequenas lágrimas de recém-nascido! 
A sua cabeça de menina estava repleta de perguntas para as quais não encontrava respostas: se Deus queria descer ao mundo, porque vir pela porta das traseiras, rodeado de pobreza? Se vinha para salvar os homens, porque nascia nesta imensa solidão? E, sobretudo, porque tinha sido ela, a mais débil e a menos importante das mulheres da sua terra, a escolhida?
Não entendia nada, mas acreditava! Como poderia ela saber mais do que Deus? Quem era ela para julgar os seus misteriosos caminhos? Além disso, o menino estava ali, como uma fonte de alegria, infinitamente mais verdadeiro do que qualquer outra resposta"!

Oração: 
Oh, Minha Senhora e também minha mãe
Eu me ofereço, inteiramente, todo a vós.
E em prova da minha devoção, eu hoje vos dou meu coração.
Consagro a vós meus olhos, meus ouvidos, minha boca
Tudo o que sou, desejo que a vós pertença
Incomparável mãe, guardai-me e defendei-me,
Como filho e propriedade vossa, Amém

S.S. (Baseado nos textos de Martín Descalzo, Vida e mistério de Jesus de Nazaré)

Sábado, 5 de Maio de 2012

Visitação de Nossa Senhora

2ª Cena: Maria visita sua prima Isabel (Lc 1, 39-56)

Naqueles dias, Maria pôs-se a caminho e dirigiu-se apressadamente para a montanha, em direcção a uma cidade de Judá. Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino exultou-lhe no seio. Isabel ficou cheia do Espírito Santo e exclamou em alta voz: «Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. Donde me é dado que venha ter comigo a Mãe do meu Senhor? Na verdade, logo que chegou aos meus ouvidos a voz da tua saudação, o menino exultou de alegria no meu seio. Bem-aventurada aquela que acreditou no cumprimento de tudo quanto lhe foi dito da parte do Senhor». Maria disse então: «A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador. Porque pôs os olhos na humildade da sua serva: de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações. O Todo-poderoso fez em mim maravilhas, Santo é o seu nome. A sua misericórdia se estende de geração em geração sobre aqueles que O temem. Manifestou o poder do seu braço e dispersou os soberbos. Derrubou os poderosos de seus tronos e exaltou os humildes. Aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias. Acolheu a Israel, seu servo, lembrado da sua misericórdia, como tinha prometido a nossos pais, a Abraão e à sua descendência para sempre». Maria ficou junto de Isabel cerca de três meses e depois regressou a sua casa.



Contemplemos esta imagem...
Estão representadas duas mulheres. 
Analisemos a sua atitude, a sua forma de olhar...
Quais são as cores dominantes?
Dourado, castanho, ocre... 
Entremos na cena...
Maria visita a sua prima Isabel, para lhe anunciar que vai ser a mãe de Deus!


De que falarão?
Dos seus problemas, da sua realidade, das suas boas notícias...as duas vão ser mães!
Trata-se, de facto, de um grande acontecimento!
Como têm as suas mãos? 
Ambas colocam as mãos sobre o ventre e esse gesto exprime tudo o que sentem e selam a sua maternidade.

Qual é a expressão dos seus rostos?
Os rostos exprimem serenidade e uma alegria repleta de paz e sossego. As suas cabeças estão ligeiramente inclinadas e elas olham-se como se se estivessem saudando. Resplandece a felicidade do encontro.

Olhemos para Maria...
Na sua mão direita, Maria, leva um pergaminho, é aí que está a boa notícia que quer dar à sua prima: ser Mãe de Deus! Como é possível não sair a correr para anunciar tão grande graça?

Analisemos Isabel...
Isabel, estende a sua mão no sentido de acolher Maria na sua casa, felicitá-la e partilhar da sua alegria. Ambas compartilham as suas vidas.


Para Reflectir:
Seguramente, Isabel estaria à porta, pois é à porta que se encontram todos aqueles que esperam uma alegria. Ao ver Maria os seus olhos iluminaram-se, como que pressentindo que uma nova hora estava a chegar. Terá sido uma saudação simples...um simples contacto...talvez, ao abraçarem-se, os dois ventres se tivessem tocado...
João, no ventre de sua mãe, inicia, nesse momento, a sua missão, realizando a mais bela acção apostólica que jamais algum ser humano ousou: anunciar Deus "saltando" no ventre da mãe! E Isabel entendeu o salto do filho, que foi quer para ela, quer para Maria, a tradução das palavras do Anjo, era esta a peça que faltava para completar o puzzle. 
Isabel, agora entendia qual iria ser a função do seu filho; agora entendia porque demorara tanto tempo para ser mãe e toda a sua vida se iluminava como uma vitrina. 
Também o coração de Maria se exultou de alegria...não tinha nada para explicar à prima, ela já sabia tudo! Deus havia-se antecipado às difíceis explicações.


Oração: 

A minha alma glorifica o Senhor 
 E o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador.

Porque pôs os olhos na humildade da sua Serva: 
 De hoje em diante me chamarão bem aventurada todas as gerações.
O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas:
Santo é o seu nome.

A sua misericórdia se estende de geração em geração
Sobre aqueles que o temem.
Manifestou o poder do seu braço
E dispersou os soberbos.

Derrubou os poderosos de seus tronos
E exaltou os humildes.
Aos famintos encheu de bens
E aos ricos despediu de mãos vazias.

Acolheu a Israel, seu servo,
Lembrado da sua misericórdia,
Como tinha prometido a nossos pais,
A Abraão e à sua descendência para sempre

Glória ao Pai e ao Filho
E ao Espírito Santo,
Como era no princípio,
Agora e sempre. Ámen.
  
S.S. (Baseado nos textos de Martín Descalzo, Vida e mistério de Jesus de Nazaré)

Terça-feira, 1 de Maio de 2012

Anunciação

O dia do Trabalhador, que tem como padroeiro S. José Operário, marca o início do mês dedicado a Nossa Senhora. 
Maria é uma porta aberta para a nossa salvação e nela podemos encontrar um modelo para a nossa vida. Maio é o mês durante o qual somos convidados a rezar a essa mulher, simples e humilde que cheia de fé tão serenamente soube dizer "Sim".
Com a ajuda de vários ícones, de Marko Rupnik, vamos procurar viver este mês, de forma diferente...mais orante e intensa!

1ª Cena: A Anunciação (Lc 1, 26-38)

Naquele tempo, o Anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia chamada Nazaré, a uma Virgem desposada com um homem chamado José. O nome da Virgem era Maria. Tendo entrado onde ela estava, disse o Anjo: «Ave, cheia de graça, o Senhor está contigo; bendita és tu entre as mulheres». Ela ficou perturbada com estas palavras e pensava que saudação seria aquela. Disse-lhe o Anjo: «Não temas, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. Conceberás e darás à luz um Filho, a quem porás o nome de Jesus. Ele será grande e chamar-Se-á Filho do Altíssimo. O Senhor Deus Lhe dará o trono de seu pai David; e o seu reinado não terá fim». Maria disse ao Anjo: «Como será isto, se eu não conheço homem?»
O Anjo respondeu-lhe: «O Espírito Santo virá sobre ti e a força do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra.
Por isso o Santo que vai nascer será chamado Filho de Deus. E a tua parenta Isabel concebeu também um filho na sua velhice porque a Deus nada é impossível». Maria disse então: «Eis a escrava do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra».


Contemplemos esta imagem...
O que vemos?
Maria e um Anjo!
Quais são as cores dominantes?
Branco, vermelho, dourado, azul... 

Fixemos o olhar no rosto de Maria e do Anjo. Para onde olham? 
Estão ambos de perfil, Maria olha para baixo e o Anjo olha para Maria... 

Qual é a expressão dos seus rostos? Que inspiram? 
Ambos têm expressões serenas, inspirando paz e tranquilidade...
Estamos perante o maior acontecimento que podemos presenciar, o Anjo anuncia a Maria que ela irá ser a mãe de Deus e pede-lhe o seu consentimento.
O papel dourado que o Anjo tem na mão e se estende até às mãos de Maria, representa a Palavra de Deus.
Maria escuta, perturba-se, interroga-se e aceita...

Analisemos a atitude de Maria...
O rosto de Maria transparece paz e serenidade. Permanece tranquila e aceita o que vem de Deus. Acolhe a Palavra recebida do Alto, mas não fica com ela...os seus braços estão abertos para acolher os outros...

Fixemo-nos no novelo...
O novelo representa o gérmen da Palavra. Deus e a Sua Palavra já habitam nela. Maria começa a tecer Jesus, no seu interior.


Para Reflectir:
Maria disse: "Eis a escrava do Senhor..." porque percebeu que a partir daquele momento deixava de se pertencer, entregando-se totalmente nas mãos de Deus. 
Maria disse: "faça-se..." porque sentiu que Aquele, que acolhia no seu ventre, só podia entender-se como uma nova criação. 
A partir daquele momento o mundo mudou...não sabemos como o Anjo se foi embora, não sabemos como Maria ficou...apenas sabemos que, apesar de lá fora tudo parecer continuar na mesma, o mundo mudara...mas isto só Deus, Maria e o Anjo sabiam!  
E assim Deus começou a Sua prodigiosa aventura de se tornar homem no seio de uma mulher.

Oração: 
Avé Maria, cheia de graça, 
o Senhor é convosco.
Bendita sois vós entre as mulheres,
e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. 
Santa Maria, Mãe de Deus,
 rogai por nós, pecadores, agora e na hora da nossa morte. 
Ámen.
  
S.S. (Baseado nos textos de Martín Descalzo, Vida e mistério de Jesus de Nazaré)

Sábado, 28 de Abril de 2012

Bom Pastor

«Eu sou o Bom Pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas. O mercenário, como não é pastor, nem são suas as ovelhas, logo que vê vir o lobo, deixa as ovelhas e foge, enquanto o lobo as arrebata e dispersa. O mercenário não se preocupa com as ovelhas. Eu sou o Bom Pastor: conheço as minhas ovelhas, e as minhas ovelhas conhecem-Me, do mesmo modo que o Pai Me conhece e Eu conheço o Pai; Eu dou a vida pelas minhas ovelhas. Tenho ainda outras ovelhas que não são deste redil e preciso de as reunir; elas ouvirão a minha voz e haverá um só rebanho e um só Pastor. Por isso o Pai Me ama: porque dou a minha vida, para poder retomá-la. Ninguém Ma tira, sou Eu que a dou espontaneamente. Tenho o poder de a dar e de a retomar: foi este o mandamento que recebi de meu Pai.» ( Jo 10,11-18)


“Eu sou o Bom Pastor: conheço as minhas ovelhas, e as minhas ovelhas conhecem-Me…” 
Existe uma relação de afecto e confiança entre o pastor e as suas ovelhas! Ele conhece-as pelo nome e elas seguem-no porque o conhecem. Nenhuma ovelha segue um estranho, seguem o pastor porque conhecem a sua voz! Esta relação de intimidade tem um significado muito profundo, este conhecer implica amar e quem ama, confia! 
O pastor é o líder e conduz para o verdadeiro caminho. Mas esta também não é uma liderança qualquer, é serviço, é proximidade, é amor, é uma dádiva gratuita de si próprio e por isso as ovelhas se deixam conduzir, pois sabem que ele as levará, em segurança, por verdes pastos com água abundante! 
Nesta passagem do Evangelho de S. João, Jesus alerta-nos para os falsos pastores que, falando em nome de Deus, defendem todos os contra valores, pois não estão preocupados com a paz, com a justiça, com a liberdade…a sua preocupação são os falsos deuses, o dinheiro, o prestígio, a notoriedade…e estes, como bem sabemos, estão presentes no nosso quotidiano disfarçados de bons pastores! É preciso estarmos atentos e não nos deixarmos enganar! 
Mas como reconhecer o verdadeiro Bom Pastor? 
O Bom Pastor, não se reconhece porque fala suavemente e de forma angélica, as suas palavras nem sempre são doces, mas são sempre verdadeiras, não nos diz aquilo que gostamos de ouvir, mas aquilo que precisamos ouvir, não nos presenteia com bens materiais, mas enche-nos o coração de tranquilidade…o Bom Pastor, é cuidadoso, vigilante, misericordioso e zela pelas suas ovelhas! 
O Bom Pastor é o sacerdote cuja missão consiste em congregar todos os corações à volta do imenso Coração de Deus. 
Na sua mensagem, para o 49º Dia Mundial de Oração pelas Vocações, disse o Santo Padre: “A Palavra, a oração e a Eucaristia são o precioso tesouro para compreender a beleza de uma vida totalmente gasta pelo Reino”. Podemos então aqui acrescentar que o Sacerdote, ao seguir uma vocação de especial dedicação não o faz para si mesmo, mas para os outros, por amor a Deus e por amor ao próximo e, como dizia o Santo Cura de Ars, “o padre não é padre para si mesmo, mas é padre para vós”. 
Neste Dia Mundial de Oração pelas Vocações peçamos ao Senhor que abençoe e proteja o Bom Pastor da nossa Capelania, que tão bem reconhece as suas ovelhas, lhes aponta caminhos, compreende os seus sofrimentos, sonhos, esperanças e as conhece pelo nome.
S.S.

«Quem permanece no amor permanece em Deus, e Deus nele» (1 Jo 4, 16)

Segunda-feira, 9 de Abril de 2012

Cristo Ressuscitou, Aleluia

"Este é o dia que o Senhor fez: exultemos e cantemos de alegria", foi assim que o salmista nos convidou a dar graças ao Senhor.
De facto, o que hoje celebramos é extraordinário. Na verdade não entendemos muito bem o mistério que existe perante o túmulo vazio...mas, mesmo assim, celebramos! Também Maria Madalena, ao chegar à sepultura onde tinham deixado Jesus, se surpreendeu e correu a dizer a Pedro e ao discípulo predilecto de Jesus: «Levaram o Senhor do sepulcro e não sabemos onde O puseram» (Jo 20,1-9). O Evangelho conta-nos, ainda, que Pedro e o outro discípulo saíram em direcção à sepultura para verem o que se passava. Pedro, entrando ficou confuso, mas o outro «viu e acreditou». Pedro e Maria Madalena, apesar de conhecerem as Escrituras ainda não estavam preparados para o mistério pascal apenas o discípulo predilecto percebeu a Ressurreição.
Estamos hoje a celebrar o grande dia feito pelo Senhor, que não é apenas um dia, é a história da humanidade, é a história de Deus que vai ao encontro do Mundo.
Deus não faz distinção de pessoas. O verdadeiro povo de Deus é universal e a Aliança que Deus quis fazer connosco é também universal. Deus quer que todos os homens se salvem e por nos amar infinitamente enviou-nos o Seu Filho. 
Durante esta última semana tivemos a oportunidade de percorrer o caminho de Jesus, a sua paixão e morte mas, desde esta madrugada, queremos proclamar bem alto que o Senhor está vivo. Jesus Cristo veio ao mundo e assumiu os nossos sofrimentos e a nossa morte respondendo com a Vida.
A grande alegria que hoje deve encher os nossos corações é termos a certeza de que somos filhos muito amados por Deus. Somos filhos que renascemos para a vida por isso, a função da comunidade cristã é ser testemunha, anunciar e praticar o que Jesus fez. Jesus Cristo foi como o grão de trigo e nós também temos que morrer para o pecado, para a maldade, para o homem velho e ressuscitar para a vida nova. No dia em que fomos baptizados nascemos para a vida eterna, para a Ressurreição. Ao fazermos a caminhada de aproximação ao Senhor, queremos garantir que a nossa vida comece, já neste mundo, a ser plena. 
A Ressurreição revela o cumprimento da missão de Jesus, a fidelidade e a concretização da promessa de instaurar o Reino da Vida. Agora vemos Deus como uma espécie de espelho, mas mais tarde teremos o encontro face-a-face. 
Jesus veio trazer a Vida,  deu-nos a Sua Vida, retomou-a e abriu-nos a porta para a Vida Eterna e definitiva no seio da Santíssima Trindade.
Celebremos a Ressurreição transformando o nosso coração e mudando a nossa vida, vivendo com maior autenticidade e sinceridade, para assim podermos proclamar a alegria e anunciar a toda a gente: Aleluia, o Senhor está Vivo, Ressuscitou, Aleluia. Cristo Ressuscitou, Aleluia. (Pe. Henrique Santos - extrato oral de homilia 08/04/2012)